A hipospádia é uma malformação congénita comum do desenvolvimento dos genitais externos em doentes pediátricos, que se caracteriza por três anomalias fisiológicas principais: uma posição anormal da abertura uretral, uma subcurvatura do pénis e uma distribuição anormal do prepúcio. A maioria das hipospádias requer cirurgia para corrigir a deformidade, de modo a restabelecer a recurvatura peniana, a abertura da uretra na posição correcta e o aspeto normal do pénis. A base da função reprodutiva masculina é a espermatogénese testicular normal e os canais de transmissão de esperma desobstruídos, pelo que, teoricamente, a espermatogénese das crianças com hipospádias é normal e os canais de transmissão de esperma estão desobstruídos, mas as hipospádias graves têm uma abertura inferior, mesmo até à raiz do pénis ou do períneo, o que afectará a descarga de sémen na vagina, afectando assim a fertilidade. E uma cirurgia bem sucedida restaura a posição correcta da abertura uretral externa. Não afectará a descarga de sémen na vagina e, por conseguinte, não afectará a fertilidade. Assim, após a cirurgia da hipospádia, a fertilidade não será afetada. Desde que, naturalmente, a função de produção de esperma dos testículos seja normal.