Que teste devo escolher: ultra-som, ressonância magnética, TAC ou PET-CT?

Os testes de imagem incluem ultra-sons, MRI, TAC e PET-CT, que são os quatro testes mais comuns e importantes. 1) Qual é o teste mais preciso e porque é que alguns pacientes podem precisar de mais do que um teste? Estes testes são complementares e cada um é bom em algo diferente. O ultra-som baseia-se principalmente no princípio da utilização do ultra-som para sondar o corpo. O ultra-som a cores também pode fornecer informações sobre hemodinâmica. O ultra-som é mais preciso para tumores da mama, tiróide, fígado e pâncreas, especialmente os cancros microscópicos da tiróide. A TC, que utiliza raios X para “fotografar” cada secção transversal do corpo, é unicamente adequada para a detecção de tecido ósseo de alta densidade e sangramento, e lesões calcificadas de tumores. A TC de baixa dose em espiral é um meio eficaz de rastreio do cancro do pulmão, e a TC é também utilizada para detectar tumores profundos na garganta, faringe, abdómen e pélvis. A ressonância magnética (ressonância magnética curta) ocorre quando o corpo é colocado num campo magnético forte e os prótons de hidrogénio são excitados no corpo por impulsos de radiofrequência. As modalidades de imagem da ressonância magnética são mais variadas, os princípios de imagem são mais complexos e a informação obtida é mais rica. A RM tem uma maior resolução de tecidos moles e pode mostrar claramente o cérebro craniano, medula espinal, coração, grandes vasos sanguíneos e tecido muscular. No caso de tumores como o cancro do fígado, pâncreas e base do crânio nasofaríngeo, a ressonância magnética é definitivamente a mais vantajosa. A Tomografia Computadorizada por Emissões Positrónicas (PET-CT para abreviar) pode examinar tumores sólidos sistémicos e metastáticos; os exames PET podem detectar células metabolicamente anormais e os exames TAC podem detectar tecido morfologicamente anormal. Para doenças que não podem ser caracterizadas por TC ou MRI, então a PET-CT pode ser necessária. 2. Porque é que por vezes é necessário fazer múltiplos exames de imagem? Os exames de imagem têm princípios de imagem diferentes e funções complementares. Por exemplo, um paciente com um gânglio linfático alargado no pescoço que se suspeita ser maligno pode ter um foco primário a partir da base do crânio, da laringe, do esófago ou da tiróide. Sem saber a origem do foco primário, é difícil para o médico determinar qual o melhor teste a utilizar, pelo que escolherá um teste adequado para a maioria dos casos, tais como ultra-sons ou TAC, para rastrear com uma probabilidade elevada. Após o foco primário ser encontrado, dependendo dos resultados, poderá ser feito um teste mais refinado ou mais direccionado. É por isso que pode ser necessário mais do que um teste de imagem para analisar o paciente de forma abrangente desde o diagnóstico inicial até à determinação final do plano de tratamento. 3. qual a precisão dos testes de imagem? As modalidades de imagiologia são mais de 90% exactas quando utilizadas para a doença e localização correctas.