O cristalino é equivalente a uma lente de visão à distância de 1000-1200 graus e o eixo antero-posterior do cristalino é quase idêntico ao eixo visual, pelo que, quando ocorre uma deslocação do cristalino, o doente começa por ter vários graus de perda de visão. Quando o cristalino está semi-deslocado, pode produzir diplopia num olho, com uma imagem formada através da área com o cristalino e a outra imagem, mais pequena, formada através da área sem o cristalino. A luxação total do cristalino, se embutido na área pupilar ou deslocado para a câmara anterior, pode causar obstrução da circulação auricular, comprimindo a íris e bloqueando o ângulo da câmara anterior, resultando em aumento da pressão intra-ocular e glaucoma secundário. Se prolapsado no vítreo, pode provocar uveíte alérgica e glaucoma secundário. Por conseguinte, quando o cristalino está localizado na câmara anterior e na pupila, o cristalino incorporado requer tratamento cirúrgico imediato.