A dor de cabeça não é necessariamente um precursor de um enfarte cerebral.
As causas da cefaleia são múltiplas e, para além do enfarte cerebral, podem também ser causadas por hemorragia cerebral, hemorragia subaracnoideia, nevralgia do trigémeo, tumor cerebral, meningite ou por outros problemas não neurológicos, como sinusite, glaucoma, hipertensão arterial, etc.
O enfarte cerebral é mais frequente em pessoas de meia-idade e idosas com factores de risco como o tabagismo, a hipertensão arterial e a diabetes mellitus, e começa frequentemente em silêncio ou durante o sono, podendo alguns doentes ter uma história de ataque isquémico transitório.
As suas manifestações clínicas dependem principalmente da localização e da dimensão dos focos de enfarte e da capacidade de circulação colateral, manifestando-se sobretudo como cefaleias, visão turva, olhos e boca distorcidos, fala arrastada, dormência e fraqueza dos membros, etc. Os sinais focais atingem sobretudo o pico mais de 10 horas ou 1 a 2 dias após o início da doença.
Se ocorrerem dores de cabeça ou se forem acompanhadas de outros sintomas, recomenda-se que se dirija atempadamente a um hospital normal para evitar atrasos.