A fraqueza diastólica do ventrículo esquerdo em pessoas idosas na casa dos 70 anos pode ser fisiológica, o que é normal, ou patológica (mais frequentemente acompanhada de sintomas como diminuição da resistência à atividade, fadiga e dispneia), o que é anormal se for patológica.
A hipoplasia diastólica do ventrículo esquerdo não é uma doença, mas uma avaliação que descreve a capacidade diastólica do coração. O músculo cardíaco, tal como o músculo esquelético, diminui em força e tónus com a idade, e o coração apresenta uma diminuição da função diastólica; por conseguinte, nos idosos, a disfunção diastólica do VE pode ocorrer dentro de um determinado intervalo em condições normais.
Se a fraqueza diastólica do ventrículo esquerdo afetar a hemodinâmica, podem surgir sintomas (por exemplo, redução da tolerância à atividade, fadiga, dispneia, etc.). Isto deve-se ao facto de, no sistema circulatório, se a função diastólica do ventrículo esquerdo estiver enfraquecida, o ventrículo esquerdo fica limitado no enchimento sanguíneo e o aumento da pós-carga auricular leva ao aumento gradual das aurículas, à obstrução do retorno venoso e à elevação da pressão venosa.
Se a função ventricular esquerda enfraquecida continuar a progredir, pode ocorrer estase pulmonar, com sintomas clínicos como retenção da respiração e uma diminuição acentuada da tolerância à atividade. Esta situação é grave e requer hospitalização imediata.
Por conseguinte, se o doente verificar que a função diastólica do ventrículo esquerdo está enfraquecida, deve dirigir-se ativamente a um hospital regular para evitar uma maior progressão da doença.