Um apêndice normal não necessita, normalmente, de tratamento cirúrgico. Isto deve-se ao facto de o apêndice ser um órgão imunitário do corpo e de existirem muitos linfócitos imunitários no apêndice. Alguns estudos demonstraram que a incidência de demência é significativamente maior após a apendicectomia. No entanto, em casos de inflamação ou de lesões do apêndice, como impactação fecal, apendicite supurativa ou apendicite perfurada, é geralmente necessária uma intervenção cirúrgica. Existem dois tipos de cirurgia: a apendicectomia aberta e a apendicectomia laparoscópica, sendo a apendicectomia laparoscópica a mais utilizada actualmente. A apendicectomia laparoscópica é actualmente mais utilizada, uma vez que, após a apendicectomia aberta, podem formar-se aderências na cavidade abdominal, resultando numa obstrução intestinal adesiva, que se caracteriza frequentemente por dor abdominal e, em casos de dor significativa, obstrução intestinal completa. A apendicectomia laparoscópica é muito melhor neste aspecto, uma vez que a ferida abdominal é geralmente mais pequena e não se desenvolvem dores fortes após a operação.