A epilepsia secundária pode ser curada?

A epilepsia secundária pode ser curada, mas também existe uma elevada taxa de recorrência, pelo que são necessários cuidados de rotina após a cura.
A epilepsia secundária é geralmente secundária a uma doença craniana orgânica ou a um traumatismo. Muitas vezes, os tumores intracranianos, o hipertiroidismo, a diabetes mellitus ou a doença vascular podem causar crises secundárias. Na presença de epilepsia secundária, o primeiro passo deve ser o controlo ativo da doença primária e, ao mesmo tempo, recomenda-se a escolha de fármacos antiepilépticos para tratamento direto, como o levetiracetam, a oxcarbazepina, etc.
A epilepsia secundária tem potencial para ser completamente erradicada quando a doença primária é tratada eficazmente e os fármacos antiepilépticos são utilizados de forma adequada. No entanto, se a causa primária não puder ser curada, mesmo que os sintomas epilépticos estejam bem controlados, a probabilidade de recorrência continua a existir, pelo que são necessários exames regulares da função cerebral e proteção neurológica diária. No caso das causas primárias, é normalmente necessário efetuar um exame físico e uma revisão a longo prazo.
No caso da epilepsia secundária, recomenda-se a escolha de medicamentos e métodos adequados para o tratamento sintomático sob a orientação de um médico.