A tríade da função tiroideia, referida como triplo A, consiste principalmente em FT3 livre (triiodotironina sem soro), FT4 livre (tiroxina sem soro) e TSH (hormona estimulante da tiróide). Se uma mulher grávida tiver hipotiroidismo primário, pode experimentar uma diminuição da FT3 e FT4, resultando numa diminuição do feedback negativo da TSH, o que faz com que a hipófise segregue mais TSH, resultando num aumento da TSH. A terapia de substituição é necessária para manter a função tiroideia dentro da gama normal, por exemplo TSH <2,5µIU/ml, o que é mais seguro para o feto. Se o hipotiroidismo for detectado durante a gravidez, serão necessários mais testes de anticorpos da tiróide e ultra-sons da tiróide. Os testes de anticorpos da tiróide, se a TGAb (anticorpos anti-tiroglobulina) e TPO-Ab (anticorpos anti-tiróide peroxidase) estiverem significativamente elevados e a glândula tiróide estiver em forma de malha ou difusamente aumentada, são considerados como sendo devidos à tiroidite de Hashimoto. A gestão do hipotiroidismo é uma gestão a longo prazo e requer uma revisão atempada e regular da função tiroideia durante toda a gravidez.