O enfisema não se cura após um ano de cessação do tabagismo, mas pode melhorar os sintomas e atrasar o curso da doença. O enfisema deve-se a uma variedade de factores que levam a um declínio da força de retração elástica do tecido pulmonar, a elasticidade das vias aéreas brônquicas finas do terminal alveolar é reduzida, resultando numa inflação alveolar excessiva, bem como na expansão permanente de tubos brônquicos finos e na formação de doença crónica, neste momento, os danos nas paredes dos alvéolos são irreversíveis, pelo que, uma vez feito o diagnóstico, não pode ser curado, pelo que um ano depois de deixar de fumar não será curado de enfisema. O alcatrão, a nicotina e outros produtos químicos presentes no tabaco agravam o grau de enfraquecimento da elasticidade da mucosa das vias respiratórias e provocam um declínio gradual da função pulmonar. Por conseguinte, embora a cessação do tabagismo não possa curar o enfisema crónico, pode reduzir o aparecimento de bronquite crónica e desempenhar um papel no abrandamento do curso da doença e, ao mesmo tempo, a cessação do tabagismo pode melhorar os sintomas de tosse, expetoração e aperto no peito do doente e melhorar a sua qualidade de vida. Em suma, o enfisema não ficará curado após um ano de cessação do tabagismo, mas a cessação do tabagismo pode atrasar significativamente a progressão do enfisema e melhorar a qualidade de vida, pelo que se recomenda que o doente deixe de fumar ativamente e regule ativamente o tratamento sob a orientação do médico.