Há casos clínicos em que a RM da coluna cervical mostra uma compressão significativa da medula espinal, mas não sintomas graves, e nestes casos a compressão é frequentemente lenta a desenvolver-se, com a medula espinal comprimida ou mesmo necrótica local, mas os nervos na área não lesionada ainda são capazes de compensar. Contudo, existe um limite para a capacidade de compensar, e as pessoas nem sempre têm tanta sorte. Por exemplo, alguns pacientes com enfarte cerebral ficam paralisados no início, mas quando os nervos em outras áreas são compensados e são realizados exercícios funcionais, alguns pacientes podem ficar de pé e andar, mas ainda estão instáveis. O mesmo é válido para a espondilose cervical espinal. Há controvérsia sobre esta condição, e pacientes diferentes têm opções diferentes, e médicos com qualificações diferentes podem ter opções diferentes. Pessoalmente, eu sugeriria que se a compressão da medula espinal for óbvia mas os sintomas não forem graves, a cirurgia pode ser realizada numa fase electiva sob observação atenta se for possível evitar traumatismos no pescoço; se não houver garantia de que não ocorrerá lesão no pescoço causando um agravamento súbito da lesão medular, então a cirurgia para descomprimir e libertar a compressão da medula espinal deve ser realizada o mais cedo possível para evitar arrependimentos.