Pode a hemorragia esofagogástrica por varizes ser evitada?

  A hemorragia esofagogástrica varizes é a maior ameaça para os doentes com cirrose e é uma das principais causas de morte. Pode qualquer doença ser prevenida com metade do esforço, pode a hemorragia esofagogástrica por varizes ser evitada? A resposta é sim.  O tratamento clínico das varizes esofagogástricas destina-se a: 1) controlar a hemorragia aguda das varizes esofagogástricas; 2) prevenir a primeira hemorragia (prevenção primária) e a re-humulação (prevenção secundária) das varizes esofagogástricas; 3) melhorar a reserva funcional do fígado.  Prevenção primária A chamada prevenção primária da hemorragia esofagogástrica varizes é para prevenir a formação e progressão de varizes, para prevenir a hemorragia de varizes moderadas a severas (primeira hemorragia), para prevenir complicações e para melhorar as taxas de sobrevivência. Recomenda-se a utilização de beta-bloqueadores não selectivos em vez de tratamento endoscópico. A ligação endoscópica pode ser considerada para aqueles com contra-indicações aos beta-bloqueadores ou para aqueles que não os podem tolerar.  Drogas beta-bloqueadoras não selectivas e a sua utilização: a dose inicial de propranolol 10mg duas vezes por dia, cónica até à dose máxima tolerada; a dose inicial de nadololol 20mg uma vez por dia, cónica até à dose máxima tolerada, deve ser utilizada durante um longo período de tempo. Critérios para conseguir resposta: HVPG diminui para menos de 12 mmHg ou >20% dos níveis de base. Contra-indicações: bradicardia sinusal, asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crónica, insuficiência cardíaca, hipotensão, bloqueio atrioventricular, diabetes mellitus insulino-dependente, doença vascular periférica, função hepática Chil-Pugh classe C, fase de hemorragia aguda. Efeitos adversos: tonturas, fraqueza, dispneia, disfunção sexual (os efeitos secundários são raros).  Prevenção secundária (prevenção de rebleeding) Após a paragem da hemorragia varicosa aguda, os pacientes correm um risco elevado de rebleeding e morte. Para os doentes não tratados com profilaxia, a recidiva média de hemorragia é de 60% dentro de 1-2 anos e a mortalidade pode ser de 33%.  Métodos: Drogas + tratamento endoscópico. As drogas são principalmente beta-bloqueadores não-selectivos. A endoscopia é principalmente a lancetomia e a escleroterapia.