Os quistos plasmáticos pancreáticos têm uma probabilidade muito baixa de desenvolver malignidade, tendo sido registados casos raros de cistadenoma plasmático maligno. Os tumores císticos do plasma pancreático são mais comuns no sexo feminino, principalmente na cauda do pâncreas. Na sua maioria benignos e raramente malignos, são sobretudo adenomas microcísticos, apresentando-se tipicamente como estruturas em forma de favo de mel. O líquido cístico caracteriza-se por ser claro, sem componente de muco, rico em glicogénio, com baixo teor de antigénio carcinoembrionário e antigénio associado ao tumor. Um terço dos doentes com quistos plasmáticos pancreáticos são assintomáticos. Os sintomas mais comuns são a dor abdominal e uma massa abdominal palpável. Os doentes com lesões assintomáticas e pequenas, com menos de 3 cm, de tumores quísticos do plasma pancreático podem ser observados através de exames imagiológicos regulares. Os quistos malignos são geralmente de maiores dimensões, podendo atingir 10 cm ou mais de diâmetro. Os doentes com diagnóstico patológico pós-operatório de tumor cístico plasmocitóide pancreático têm um melhor prognóstico global, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 100%.