O descolamento da placenta é o descolamento parcial ou total da placenta, normalmente posicionada, da parede uterina após as 20 semanas de gestação ou durante o parto, antes de o bebé nascer. O descolamento da placenta às 40 semanas de gravidez pode dever-se a uma hipertensão arterial que complica a gravidez tardia ou a um traumatismo abdominal que ocorre no final da gravidez.
As grávidas que sofrem de hipertensão que complica a gravidez tardia, especialmente a pré-eclâmpsia grave, devido a espasmo ou esclerose das pequenas artérias uterinas, causando degeneração capilar, necrose ou mesmo rutura e hemorragia, o sangue forma um hematoma entre o útero e a placenta, o que resulta na separação da placenta da parede do útero. Um traumatismo abdominal ou um impacto direto também podem induzir o descolamento da placenta.
O descolamento da placenta manifesta-se principalmente por dor abdominal, hemorragia vaginal e, em casos graves, pode provocar choque. Se uma mulher grávida tiver hipertensão combinada, tem de monitorizar regularmente a sua tensão arterial para evitar flutuações excessivas e para detetar sinais de descolamento da placenta. As grávidas que sofram um traumatismo abdominal no final da gravidez devem ser vigiadas quanto a dores abdominais persistentes e, se necessário, devem procurar assistência médica imediata e tratamento.