Diagnóstico e tratamento da hérnia discal cervical A hérnia discal cervical é uma doença em que o núcleo pulposo de um disco intervertebral se projecta posterior ou lateralmente, comprimindo ou irritando a medula espinal e as raízes nervosas adjacentes, causando dores no pescoço, dores nos braços (radiculopatia) ou fraqueza nas extremidades inferiores (mielopatia). Esta doença está geralmente associada ao envelhecimento e a alterações degenerativas da coluna cervical, afectando a coluna e o sistema nervoso. A diferença entre esta doença e a espondilose cervical é que é comum em adultos jovens, com um início agudo, por vezes com uma história de traumatismo, e devido ao curso curto da doença, geralmente os osteófitos (esporões ósseos) não são óbvios; claro que, se não for tratada durante um longo período de tempo, torna-se numa espondilose cervical padrão. Tratamento A maioria dos doentes pode ser tratada de forma não cirúrgica. No entanto, os doentes cujos sintomas não são aliviados após 4-6 semanas de tratamento não cirúrgico e cuja condição piora gradualmente, ou os doentes que manifestam espondilose, ou os doentes com defeitos motores óbvios (fraqueza e dormência dos membros), devem optar pelo tratamento cirúrgico. Deve ser prestada atenção à presença de fraqueza motora progressiva ou de disfunção intestinal ou vesical, cuja presença indica que o doente apresenta sintomas de paralisia e necessita de uma intervenção cirúrgica precoce, caso contrário poderá passar o resto da sua vida numa cadeira de rodas. Se o tratamento não cirúrgico for satisfatório, o doente deve ser informado sobre a história natural da doença degenerativa discal e deve ser salientada a necessidade de deixar de fumar.