Existem três tratamentos principais para a síndrome de Meige: medicação oral, injecções locais de toxina botulínica tipo A e cirurgia. Tem sido documentado que existe uma grande variabilidade individual na eficácia dos medicamentos orais. Os bloqueadores dos receptores de dopamina como o haloperidol, agentes anticolinérgicos como a Antanomics e potenciadores de ácido gama-aminobutírico como o clonazepam podem reduzir os sintomas clínicos. Estes medicamentos podem ser usados sozinhos ou em combinação. No presente caso, o tratamento com haloperidol em combinação com Antan foi eficaz, mas recuperou após a descontinuação, o que é consistente com a maioria dos relatórios anteriores na literatura. Na última década, a síndrome de Meige tem sido tratada com injecções locais de toxina botulínica tipo A, uma neurotoxina produzida por Clostridium perfringens, que é injectada localmente no músculo espástico para inibir a libertação de acetilcolina da membrana pré-sináptica e impedir que os impulsos nervosos sejam transmitidos ao músculo, aliviando assim o espasmo muscular. Estudos retrospectivos demonstraram que as injecções locais de toxina botulínica tipo A têm uma eficiência global de cerca de 90% no tratamento da síndrome de Meige com poucos efeitos adversos, mas alguns pacientes requerem injecções repetidas, o que pode fazer com que o corpo se torne resistente ao medicamento e resultar numa eficácia reduzida. A estimulação cerebral profunda (DBS) demonstrou ser um método emergente para o tratamento bem sucedido da síndrome de Meige, em que microelectrodos são implantados no núcleo accumbens ou pallidum para fornecer estimulação eléctrica contínua para regular o tónus muscular. Várias investigações clínicas demonstraram que a DBS é eficaz e uma possível cura para a síndrome de Meige, mas é necessária mais investigação, uma vez que há uma falta de ensaios duplo-cegos controlados com amostras grandes.