A glutamil transpeptidase no soro humano normal é principalmente de origem hepática. A glutamil transpeptidase encontra-se nos tecidos humanos, sobretudo nos rins, seguida do pâncreas e do fígado e, na fase embrionária, sobretudo no fígado, onde se encontra principalmente no plasma dos hepatócitos e no epitélio dos ductos biliares intra-hepáticos. O valor normal da glutamil transpeptidase é de 3-50 U/L. Se subir até 90 U/L, está ligeiramente elevada. As causas da elevação da glutamil transpeptidase são classificadas como fisiológicas ou patológicas. A fisiológica é causada principalmente por fadiga grave e noitadas frequentes, enquanto a patológica pode ocorrer na hepatite aguda, na hepatite crónica ativa e na fase descompensada da cirrose com elevações moderadas. No caso de iterícia obstrutiva, a glutamil transpeptidase pode ser significativamente elevada devido à excreção prejudicada de glutamil transpeptidase no sangue e, no caso de carcinoma hepatocelular primário, a glutamil transpeptidase pode ser sintetizada no fígado; além disso, a glutamil transpeptidase também pode ser significativamente elevada no fígado alcoólico, fígado gordo, lesão hepática relacionada com drogas, alcoólicos, colangite biliar primária e colangite esclerosante primária. Por conseguinte, a glutamil transpeptidase 90U/L está apenas ligeiramente elevada e não é necessariamente um sinal de cancro do fígado. Recomenda-se a ida ao hospital para a realização de exames relevantes que confirmem a causa das anomalias da função hepática e para tratamento sintomático.