Para os doentes com síndrome seca combinada com pneumonia intersticial, a terapia com medicamentos hormonais, a terapia imunossupressora e a terapia de inalação nebulizada podem ser escolhidas de acordo com a gravidade da doença. A pneumonia intersticial associada à síndrome seca é geralmente menos grave do que outras doenças pulmonares intersticiais associadas a doenças do tecido conjuntivo. Em doentes com <10% de extensão da lesão pulmonar confirmada por TC de alta resolução do tórax e sem sintomas respiratórios, e com dispersão do monóxido de carbono pulmonar em percentagem do valor previsto >65%, recomenda-se uma monitorização e avaliação rigorosas a intervalos de aproximadamente 6 meses, não sendo necessário tratamento farmacológico ativo. Os doentes com doença grave e de progressão rápida podem ser tratados com glucocorticóides orais ou intravenosos (geralmente metilprednisolona) ou com a adição de agentes imunossupressores (ciclofosfamida, mertiomacrolide, etc.). Se necessário, podem também ser considerados fármacos anti-fibróticos, como a pirfenidona e o nidaneb, que são utilizados no tratamento da fibrose pulmonar idiopática. Além disso, os doentes com bronquiectasias podem ser tratados com glucocorticosteróides tópicos inalados (a budesonida inalada é habitualmente utilizada) e agonistas dos receptores β2-adrenérgicos (por exemplo, salbutamol) por inalação nebulizada. Os doentes com síndrome seca combinada com pneumonia intersticial devem ser tratados sob a orientação de especialistas e devem ser seleccionadas opções de tratamento adequadas de acordo com o estado do doente, devendo a medicação ser administrada de acordo com o aconselhamento médico.