Existe uma relação entre arritmia e anemia hemolítica, mas a correlação não é muito forte e está normalmente relacionada com o grau de anemia.
Se o doente sofre de anemia hemolítica, a presença de uma anemia grave a longo prazo torna o fornecimento de oxigénio insuficiente, o que leva a um aumento do débito cardíaco, agravando a carga sobre o coração, induzindo assim uma cardiopatia anémica, levando ao aumento do coração e à insuficiência cardíaca e, consequentemente, à ocorrência de arritmia.
No entanto, se os sintomas da anemia hemolítica forem ligeiros ou mesmo sem sintomas clínicos, embora a anemia possa induzir arritmias, como batimentos prematuros e fibrilhação auricular, considera-se ainda que os sintomas de arritmia não estão diretamente relacionados com a anemia, mas sim com a presença de doença cardíaca, sendo necessária a realização de ecografia cardíaca e eletrocardiografia para confirmar o diagnóstico.
Recomenda-se que os doentes com arritmia ou anemia hemolítica se dirijam ao hospital atempadamente para evitar a deterioração da doença.