A febre na leucemia tem um padrão persistente. A febre persistente é o sintoma mais comum da leucemia aguda, sendo que mais de 50% dos doentes começam com febre. A maioria das febres é causada por infecções secundárias, mas a própria leucemia também pode causar febre, ou seja, febre oncogénica. 1. infeção secundária: é a causa mais comum de morte em doentes com leucemia aguda. Manifesta-se principalmente como febre baixa ou alta persistente, ou mesmo febre ultra-alta, que pode ser acompanhada de calafrios, arrepios e sudorese. As manifestações locais incluem inflamação, ulceração, abcesso e, em casos graves, sépsis ou septicemia. Os organismos causadores mais comuns são os bacilos gram-negativos, como a Klebsiella pneumoniae, a Pseudomonas aeruginosa, a Escherichia coli e o Clostridium perfringens. Alguns doentes também apresentam infecções por vírus (por exemplo, herpes zoster) e protozoários (por exemplo, Pneumocystis carinii). 2. febre oncogénica: está relacionada com o elevado metabolismo das células leucémicas e com a produção de pirogénios endógenos. Manifesta-se principalmente como febre baixa a moderada persistente no corpo, que pode ser acompanhada de hipertermia. A terapêutica antibiótica tradicional, como a levofloxacina, é ineficaz. Recomenda-se a procura ativa de cuidados médicos para identificar a causa da doença e proporcionar um tratamento específico sob a orientação de um médico.