Como é que o hiperparatiroidismo secundário é tratado?

A estratégia de tratamento específica do hiperparatiroidismo secundário varia em função da doença primária. Atualmente, as principais opções de tratamento clínico são a terapia medicamentosa e a cirurgia. 1) Tratamento farmacológico: No caso do hiperparatiroidismo secundário à doença renal crónica, os doentes necessitam de tomar um suplemento de vitamina D ativa ou do seu análogo para inibir a síntese e a secreção da hormona paratiroideia, uma vez que a capacidade de síntese renal da vitamina D ativa está reduzida. Os medicamentos habitualmente utilizados incluem o osteotriol e o paricalcitol. Para os doentes que sofrem de deficiência ou insuficiência de vitamina D, recomenda-se uma maior exposição à luz solar, juntamente com a administração de preparações comuns de vitamina D. Nos doentes com deficiência renal de 1α hidroxilase, devem ser escolhidas preparações de vitamina D que não necessitem de 1α hidroxilação, incluindo o osteotriol e o alfacalcitol. Nos doentes com resistência aos receptores da vitamina D, são normalmente necessárias grandes doses de preparações de vitamina D, e os níveis de cálcio e fósforo no sangue e na urina devem ser monitorizados durante o tratamento. 2. cirurgia: A paratiroidectomia destina-se principalmente a doentes com hiperparatiroidismo refratário, que pode reduzir eficazmente a hormona paratiroideia, melhorar o metabolismo do cálcio e do fósforo e melhorar a qualidade da sobrevivência do doente, podendo aliviar eficazmente sintomas como dores ósseas, fraqueza muscular e prurido, reduzir o risco de fratura óssea e melhorar a anomalia dos índices bioquímicos séricos. Os três procedimentos cirúrgicos mais utilizados são a paratiroidectomia total, a paratiroidectomia completa com transplante autólogo do antebraço e a paratiroidectomia subtotal. Os doentes são aconselhados a dirigir-se a hospitais regulares para tratamento de acordo com os seus sintomas, a fim de evitar atrasar a doença e causar consequências graves.