Os pólipos endometriais têm uma certa probabilidade de se tornarem cancerosos.
Os pólipos endometriais são inchaços lisos, únicos ou múltiplos, na cavidade uterina, formados por um crescimento excessivo localizado do endométrio, sob o efeito de níveis elevados de estrogénios, inflamação e outros factores, constituídos por glândulas endometriais, mesênquima e vasos sanguíneos, que podem ser focos únicos ou múltiplos, e podem ser classificados em pólipos não tibiais e pólipos tibiais.
A grande maioria dos pólipos endometriais são lesões benignas e as suas alterações malignas são raras. Um número muito reduzido de pólipos pode ser pré-canceroso e pode eventualmente evoluir para cancro do endométrio. Os pólipos com menos de 1 cm de diâmetro podem desaparecer por si próprios se forem assintomáticos, e a taxa de malignidade é baixa, pelo que podem ser observados e seguidos sob a orientação de um médico.
No caso dos pólipos maiores e dos pólipos endometriais sintomáticos, recomenda-se a polipectomia histeroscópica, sendo o exame histopatológico do pólipo efectuado após a cirurgia para esclarecer a natureza da lesão. Se estiverem presentes pólipos cancerosos, é necessário tratamento.
Recomenda-se que as doentes com pólipos endometriais sejam observadas ou tratadas sob a supervisão de um médico e, se necessário, deve ser realizada atempadamente uma biopsia endometrial para esclarecer o diagnóstico.