As instruções para a vacina contra a raiva indicam que esta deve ser utilizada com precaução em mulheres grávidas, mas, ao mesmo tempo, as contra-indicações indicam que não há contra-indicações se o risco de ser infetado com raiva for assumido. Por outras palavras, as mulheres grávidas têm duas considerações quando utilizam a vacina: por um lado, têm medo de ser infectadas com raiva e, por isso, têm de ser vacinadas contra a raiva. Por outro lado, se a mulher grávida não estiver em boas condições, a vacina contra a raiva pode provocar uma reação adversa no organismo, o que pode afetar o crescimento e o desenvolvimento do feto. Embora esta possibilidade seja mínima e não existam exemplos de efeitos específicos no feto, mas devido a esta possibilidade, este aspeto será tido em consideração. Assim, a vacina contra a raiva é utilizada com precaução em mulheres grávidas, mas apenas no caso de profilaxia pós-exposição. Se se tratar de uma profilaxia pré-exposição e não correr o risco de ser infetada com raiva, recomenda-se que a vacine fora da gravidez.