As perturbações do sono são responsáveis por cerca de 15% das insónias. A intenção do doente de tentar adormecer torna-o muitas vezes excitado ou ansioso, tornando-se um factor determinante para as perturbações do sono, pois o sono cria uma excitação excessiva, vendo televisão ou lendo livros para se distrair da possibilidade de adormecer. Há também o ambiente de sono e a hora do dia, que podem levar à insónia, como por exemplo não conseguir dormir toda a noite desde que esteja no seu próprio quarto. Se for possível adormecer na sala de estar ou no sofá e num albergue, se for normal, não é bom adormecer num ambiente desconhecido, ao passo que o oposto é verdadeiro para as pessoas com perturbações do sono. Além disso, se o doente acorda frequentemente com a mente pouco clara, sentindo-se desconfortável e deprimido, com ansiedade, impaciência, fadiga e falta de energia, todos estes sintomas indicam um problema de sono. Existe também um exame, a polissonografia, que pode revelar uma diminuição da eficiência do sono, o prolongamento da latência do sono, bem como de uma fase da fase de movimentos oculares não rápidos, o aumento do número de despertares e o encurtamento das três fases da fase de movimentos oculares não rápidos, o que pode ajudar no diagnóstico de perturbações do sono. O diagnóstico dos distúrbios do sono baseia-se principalmente na história clínica, após o meio da idade adulta e com maior prevalência nas mulheres, bem como no ambiente de sono, no desempenho pós-despertar e nos achados polissonográficos que podem ser úteis no diagnóstico dos distúrbios do sono.