Se ambos os pais tiverem pálpebras duplas, as hipóteses de ter um filho com pálpebras duplas são elevadas, mas também há hipóteses de ter pálpebras simples. Isto deve-se ao facto de as pálpebras simples e duplas serem influenciadas pelos genes. O gene da pálpebra dupla é dominante, e os pais com pálpebras simples ou duplas têm um gene dominante, ou podem ser portadores de um gene recessivo, que é o gene da pálpebra simples. Por exemplo, se o gene da pálpebra do pai for AA e o da mãe também for AA, a criança nascida da combinação dos dois deve também ter um gene da pálpebra AA, o que significa pálpebras duplas. Se o pai não tiver pálpebras duplas, mas for portador do gene da pálpebra única Aa, (em que a significa gene da pálpebra única) a mãe também é portadora do gene Aa, então a combinação das duas crianças pode ser do gene da pálpebra dupla AA, pode ser portadora do gene da pálpebra única Aa, pode também ser do gene da pálpebra única aa. Se o gene para as pálpebras duplas e o gene para as pálpebras simples estiverem ambos presentes, a criança terá pálpebras duplas, mas se o gene da criança for o gene para as pálpebras simples, aa, a criança terá pálpebras simples. Assim, se ambos os pais tiverem pálpebras duplas, a criança pode não ter sempre pálpebras duplas, mas há uma pequena hipótese de a criança ter pálpebras simples.