Este não é o caso na vida real, porque mesmo que algumas pacientes com tumores vivam mais de 5 anos, ainda existe a possibilidade de recorrência mais tarde, por exemplo, alguns cancros mamários têm a possibilidade de recorrência mesmo que sobrevivam mais de 5 anos, ou mesmo mais de 10 anos. De facto, em muitos dos nossos trabalhos clínicos, encontramos frequentemente doentes com cancro da mama que foram pós-operatórios durante 7-8 anos e desenvolveram dores em algumas partes dos seus ossos, e o exame revela que se trata de metástase óssea do cancro da mama. Portanto, quando dizemos taxa de sobrevivência clínica de cinco anos, trata-se de um termo médico. No trabalho clínico, a maioria dos doentes com cancro após 5 anos de tratamento, se não recorrerem, as suas hipóteses de recidiva são significativamente menores e chamamos-lhe cura clínica. No entanto, uma minoria de pacientes ainda corre o risco de recidiva após 5 anos de tratamento. Além disso, quando fazemos estudos clínicos, dizemos quantos doentes irão sobreviver durante 5 anos quando um determinado regime de tratamento é aplicado, e depois usamos isto como critério para julgar a eficácia deste regime de tratamento, chamado de taxa de sobrevivência de 5 anos. Actualmente, muitos pacientes com tumores, mesmo aqueles com tumores avançados, podem viver mais de 5 anos após o tratamento científico, especialmente agora com terapia orientada. Contudo, isto não significa que estes pacientes com tumores estejam completamente curados depois de viverem mais de 5 anos. Mesmo para tumores em fase inicial, ainda existe o risco de recidiva após 5 anos, e ainda precisamos de os rever regularmente, apenas com menos frequência do que antes.