O que aconteceu às células heterogéneas na patologia?

A presença de células heterogéneas em achados patológicos indica frequentemente uma proliferação heterogénea (também frequentemente designada por hiperplasia atípica) das células dos tecidos, que é frequentemente uma lesão pré-cancerosa.
A hiperplasia atípica refere-se principalmente à hiperplasia anormal das células epiteliais observada ao microscópio, como a morfologia celular anormal, a disposição desordenada, etc., mas o fenómeno de divisão nuclear patológica, que é caraterístico do cancro, não foi observado.
Acredita-se geralmente que a geração de células tumorais a partir de células normais passa por um processo, ou seja, células normais – hiperplasia – hiperplasia atípica – carcinoma in situ – carcinoma invasivo. Verifica-se que a hiperplasia atípica é o ponto intermédio entre as células normais e os tumores malignos, e este processo dura geralmente mais tempo e pode ser revertido, dividindo-se em hiperplasia atípica ligeira, moderada e grave, sendo que o grau moderado se transforma frequentemente em cancro.
A hiperplasia atípica é geralmente assintomática, sendo frequentemente detectada durante o exame físico, e o tratamento depende da extensão da lesão. Ligeira e moderada assintomática assintomática sem tratamento, acompanhamento regular; moderada e grave pode ser tratada em conformidade. Por exemplo, a hiperplasia atípica moderada da mucosa gástrica pode ser tratada com medicamentos como o omeprazol.
O diagnóstico e o tratamento específicos da doença devem ser efectuados sob a supervisão de um médico.