O HPV refere-se ao papilomavírus humano. Quando infetado com este vírus, se não houver sintomas, normalmente não é necessário tratamento e o sistema imunitário do corpo consegue normalmente eliminá-lo, sendo a maioria dos doentes capaz de o eliminar por si próprios. Se o vírus tiver provocado algumas lesões, é necessário um tratamento adequado, normalmente cirúrgico e, em alguns casos, medicamentoso. O tratamento cirúrgico pode ser feito normalmente por laser ou eletrocoagulação ou, se as verrugas forem grandes, por excisão. Se a infeção pelo HPV de alto risco não for eliminada pelo próprio organismo, pode resultar numa infeção persistente pelo HPV de alto risco, que se pode integrar no ADN do organismo, levando a uma proliferação celular descontrolada e a uma hiperplasia celular que, a certa altura, pode levar a lesões pré-cancerosas, ou seja, à neoplasia intra-epitelial cervical. No caso de lesões pré-cancerosas, pode ser efectuado o rastreio do cancro do colo do útero, seguido de uma pequena cirurgia, por exemplo, se a lesão for no colo do útero, e o HPV pode ser removido ao mesmo tempo. O HPV pode ser dividido em tipos de alto risco e de baixo risco. Os tipos de baixo risco podem causar verrugas genitais, como o condiloma acuminado. Se o corpo não se livrar da infeção pelo HPV, podem aparecer verrugas que se assemelham a crescimentos espinhosos, que podem ser pequenos, do tamanho de uma semente de sésamo, ou relativamente grandes, 1-2 cm, e podem ser Podem ser únicas ou numerosas e podem crescer nos órgãos genitais externos, na vagina ou no colo do útero.