A afirmação de que um rapaz nasce em poucos meses é incorrecta e não tem qualquer base científica. O nascimento de um rapaz ou de uma rapariga depende principalmente dos cromossomas sexuais do feto, ou seja, os cromossomas X e Y, e não está normalmente relacionado com o mês. Quando o espermatozoide e o óvulo se encontram e se combinam para formar um óvulo fertilizado, o sexo do bebé já está decidido e não tem nada a ver com o mês. Nas células germinativas humanas, existem 46 cromossomas, dos quais 22 pares são autossomas e 1 par é um cromossoma sexual. O cromossoma sexual feminino é XX e o genótipo pode ser expresso como 46,XX; o cromossoma sexual masculino é XY e o genótipo é 46,XY. O óvulo contém apenas um tipo de cromossoma sexual, o X, enquanto o espermatozoide pode conter cromossomas sexuais X ou Y. Assim, o facto de um óvulo fertilizado se transformar num rapaz ou numa rapariga depende principalmente do facto de o espermatozoide que se combina com o óvulo ser do tipo Y ou X. Se o espermatozoide for do tipo X e o óvulo do tipo X, o espermatozoide terá o mesmo cromossoma sexual que o óvulo. Se um espermatozoide X se combinar com um óvulo, nasce uma rapariga, e se um espermatozoide Y se combinar com um óvulo, nasce um rapaz. Neste caso, a combinação de ambos os espermatozóides X e Y com o óvulo é aleatória, pelo que há cinquenta por cento de hipóteses de ter um rapaz e cinquenta por cento de ter uma rapariga. Por conseguinte, não existe qualquer base científica para a afirmação de que um rapaz nasce em poucos meses. Recomenda-se que tanto os homens como as mulheres façam um exame médico antes de engravidar e, uma vez detectadas anomalias, recomenda-se que procurem assistência médica atempadamente e, sob a orientação do médico, efectuem os exames necessários para esclarecer a causa da doença e tratar os sintomas.