A insuficiência renal pode ser caracterizada pela gravidade da função renal em termos de creatinina e de taxa de filtração glomerular. A insuficiência renal é classificada como aguda ou crónica e as fases da insuficiência renal referem-se às fases compensada, descompensada, insuficiência renal e urémica da insuficiência renal. A fase compensada refere-se ao início do declínio da função glomerular, mas ainda se encontra num estado compensado, e refere-se geralmente a uma taxa de filtração glomerular de 50-80 ml/min; a fase descompensada refere-se a uma taxa de filtração glomerular de 26-50 ml/min; a fase urémica refere-se frequentemente a uma taxa de filtração glomerular de 10-25 ml/min; e a fase final da uremia, frequentemente com uma taxa de filtração glomerular inferior a 10 ml/min. Nos últimos anos, tem sido utilizado o conceito de doença renal crónica (DRC) fases I-V, que também se baseia na taxa de filtração glomerular. A taxa de filtração glomerular normal é de cerca de 90-120 ml/min. O estádio I refere-se a um estado normal da função renal, ou seja, basicamente ≥90ml/min; o estádio II situa-se entre 60-90ml/min; o estádio III refere-se a 30-60ml/min; o estádio IV é 15-30; e o estádio V é <15ml/min. Menos de 15ml/min corresponde ao estádio urémico, caso em que pode ser necessária uma terapêutica de substituição renal, como o transplante renal, a hemodiálise e a diálise ventral, Neste caso, o rim pode necessitar de terapêutica de substituição, como o transplante renal, a hemodiálise e a diálise abdominal.