O estrabismo pediátrico pode resultar de uma contratura do músculo esternocleidomastóideo de um lado ou de uma malformação congénita do pescoço, e a causa do estrabismo congénito não é atualmente muito clara. Muitas pessoas acreditam que pode estar relacionada com uma pressão anormal no útero ou com o mau posicionamento do feto, e acredita-se também que a obstrução do parto é uma das causas do estrabismo, mas não foram obtidas provas conclusivas. Após o nascimento, a cabeça da criança é normalmente inclinada para o lado afetado e a face é rodada para o lado do tendão, e os sintomas tornam-se mais pronunciados 2-3 semanas após o nascimento do feto. Existe uma restrição acentuada em virar a cabeça para o lado saudável, mas em casos ligeiros de estrabismo, isto só pode ser detectado numa inspeção minuciosa e, ao exame, será encontrado um nódulo no pescoço da criança. Se se suspeitar que a criança tem estrabismo congénito, pode ser utilizada uma ecografia local para fazer um diagnóstico definitivo.