A luz emitida pelos telemóveis, tablets e e-readers contém uma grande quantidade de luz azul que nos deixa mais alerta, pelo que se recomenda que não olhemos para os nossos telemóveis durante 2 a 3 horas antes de nos deitarmos. Mesmo olhar para uma mensagem de texto ou verificar os curtos impulsos de luz emitidos por um telemóvel pode deixar-nos mais alerta. Se deixarmos os telemóveis junto à cama, é mais provável que adormeçamos quando acordamos durante a noite e que, inconscientemente, consultemos os nossos telemóveis. O nosso cérebro monitoriza esta situação e o nosso sono torna-se mais leve e mais susceptível. Há provas de que a radiação dos telemóveis afecta a actividade eléctrica do nosso cérebro durante o sono e um pequeno estudo realizado em 2008 concluiu que as pessoas afectadas pela radiação dos telemóveis demoravam, em geral, mais seis minutos a entrar num sono profundo, enquanto dormiam, em média, menos oito minutos do que as outras. Dores de cabeça, náuseas, tonturas, zumbidos nos ouvidos e perturbações do sono são alguns dos muitos sintomas controversos atribuídos à energia electromagnética libertada pelos telemóveis ou pelo wi-fi, por exemplo. Na verdade, quando se trata de campos electromagnéticos, carregar um telemóvel é ainda pior, uma vez que ligar o transformador de corrente dá origem a um campo magnético mais forte.