Os bebés com iterícia que não tenha diminuído até ao final do primeiro mês de vida correm o risco de entrada no cérebro, ou encefalopatia bilirrubínica, que é uma das complicações da iterícia, mas não é absoluta.
A encefalopatia bilirrubínica é a complicação mais frequente da hiperbilirrubinemia neonatal, representando 4,8% de todos os bebés hiperbilirrubinémicos neonatais, e manifesta-se por uma elevação da bilirrubina total não conjugada no soro. A iterícia não desaparece após o primeiro mês de vida e, se a iterícia for elevada e não for efectuado qualquer tratamento, pode desenvolver-se encefalopatia bilirrubínica, vulgarmente conhecida como iterícia cerebral.
No entanto, nem todos os recém-nascidos cuja iterícia não cede após o primeiro mês de vida se tornam necessariamente encefalopáticos, e alguns deles ficam curados após tratamento normalizado, como a irradiação de luz azul e medicamentos redutores da iterícia. Se o nível de iterícia da criança for elevado e progredir rapidamente, se necessário, deve ser utilizada uma terapia de troca de sangue para o tratamento.
Recomenda-se que, quando a iterícia não tiver diminuído depois de o bebé ter atingido a lua cheia, a família mantenha a boa disposição e coopere ativamente com o médico para realizar um tratamento normalizado, de modo a que o valor da iterícia da criança possa ser reduzido.