O perigo da hemofilia é sobretudo a tendência para sangrar após pequenos traumatismos, podendo ocorrer hemorragias espontâneas em casos graves, sem traumatismos evidentes, e causar complicações como a artropatia hemofílica crónica, que afecta o trabalho e a vida do doente.
A hemofilia é um distúrbio hemorrágico com anomalia hereditária da coagulação que, devido ao gene defeituoso do fator de coagulação no organismo, leva à falta de fator de coagulação, a uma função de coagulação anormal e a uma hemorragia fácil durante toda a vida. A hemofilia pode desenvolver-se desde o nascimento e tem uma elevada taxa de incapacidade e morte se não for tratada regularmente. As pessoas que recebem tratamento normalizado podem ter um crescimento e desenvolvimento relativamente normais e evitar a incapacidade.
Os tratamentos específicos incluem a suplementação de factores de coagulação, a precipitação a frio e a transfusão de plasma.
Se já tiver ocorrido uma hemorragia cerebral anteriormente, existe uma maior probabilidade de recorrência com um tratamento não preventivo, o que acarreta um risco de vida. Os hemofílicos devem também ter o cuidado de evitar traumatismos, exames e tratamentos que possam causar lesões, e evitar medicamentos que afectem a função plaquetária, como a aspirina.
As pessoas com hemofilia são aconselhadas a fazer um tratamento ativo e normalizado sob a orientação de um médico e a submeter-se a exames regulares.