Na prática clínica, encontramos frequentemente doentes com cancro da mama que se encontram divididos entre a questão de preservar a mama ou de a remover toda. As pessoas dirão sempre: “Doutor, quanto mais limpo me conseguir arranjar, melhor. Mas o que significa “limpo”? Não é o caso que quanto mais se toma, mais limpo e mais seguro é. O conceito moderno de cirurgia é: o menos traumatizante para o tratamento mais eficaz. A faca não está a ficar maior, está a ficar mais pequena, e está a ficar melhor! Em tempos pensou-se que as hipóteses de sobrevivência eram as mesmas para a conservação dos seios e excisão total, e as pacientes ainda tinham uma escolha difícil. Desde que o médico pense que é possível preservar o peito, a paciente pode fazê-lo. Não se deixe influenciar pelas opiniões tolas das suas tias e avós, porque é o seu peito que será cortado, e não o deles. A principal revista de oncologia Annals of Oncology publicou o artigo “Survival of patients with stage I–III breast cancer after surgical treatment in the public healthcare system” em linha a 23 de Fevereiro de 2015. O estudo mostrou que para a fase II–III do cancro da mama, a cirurgia de conservação da mama (BCS) + radioterapia estava associada a um risco mais baixo de mortalidade por todas as causas e correcção da mortalidade específica do cancro da mama do que a mastectomia.