Hiperplasia intersticial dos pulmões, uma descrição patológica das lesões pulmonares. O tecido pulmonar é constituído por parênquima e interstício, sendo as principais estruturas do interstício os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos. Em termos simples, a hiperplasia intersticial é uma reparação excessiva das estruturas do interstício, resultando num espessamento do interstício.
Os pulmões são constituídos por alvéolos e pelas estruturas que os suportam. Para fazer uma analogia, pense nos pulmões como um edifício, sendo os alvéolos o equivalente a cada divisão e o interstício o equivalente às paredes, que contêm vasos sanguíneos através dos quais o oxigénio tem de passar para ser transportado para todo o corpo. Normalmente, a hiperplasia intersticial ocorre quando os alvéolos são danificados e o interstício sofre uma reparação excessiva, dando origem a uma hiperplasia intersticial, que interfere com a troca de oxigénio.
As causas da hiperplasia intersticial são mais variadas e podem ser infecciosas, como a pneumonia viral que pode apresentar inflamação do interstício, ou não infecciosas, como a pneumonite intersticial secundária à doença do tecido conjuntivo e a fibrose pulmonar idiopática.
O diagnóstico de hiperplasia pulmonar intersticial requer atenção médica imediata para evitar atrasos.