É possível ter um nível elevado de progesterona que pode causar o aborto, mas o aborto não é causado por um nível elevado de progesterona. A progesterona tem um papel na manutenção do endométrio metamorfoseado, no relaxamento do músculo liso do útero, na melhoria do fornecimento de sangue ao útero e na imunomodulação no início da gravidez. A progesterona é uma progesterona natural segregada principalmente pelo corpo lúteo do ovário e pela placenta, sendo produzida principalmente pelo corpo lúteo do ovário antes da 10.ª semana de gravidez e totalmente dependente do corpo lúteo para a secreção de progesterona antes da 7.ª semana de gravidez, sendo segregada principalmente pela placenta após a 10.ª semana de gravidez. A progesterona é muito importante para a gravidez, pode tornar o endométrio num estado adequado para a implantação do embrião; inibir as contracções, impedir que o útero expulse o embrião, também uma espécie de “preservação do feto”; na implantação do embrião do ajuste local do estado imunológico, para que o embrião não seja como uma espécie de corpo estranho a ser rejeitado pela mãe. Atualmente, sabe-se que as causas da interrupção da gravidez são factores embrionários, maternos, paternos e ambientais e que se desconhecem as causas de cerca de 50% da interrupção da gravidez. Se uma doente sofrer de insucesso fetal, recomenda-se que se dirija ao hospital a tempo de efetuar exames complementares para esclarecer a causa do insucesso fetal e para se preparar para o parto seguinte.