Quando realizar uma cesariana em pacientes com posição fetal transversal

Se uma doente com uma posição fetal transversal estiver associada a hipertensão, diabetes e nefrite crónica, o momento adequado para a interrupção da gravidez deve ser escolhido em função da sua condição específica. Se não existirem comorbilidades ou complicações, a cesariana é normalmente uma opção às 39 semanas. Se a parede abdominal estiver solta e a gravidez anterior tiver sido normal, pode ser efectuada uma transferência externa para a posição cefálica após as 37 semanas. Se a transferência externa falhar, a gravidez também deve ser interrompida às 39 semanas. Não se recomenda a interrupção da gravidez antes das 39 semanas porque, se a gravidez for interrompida antes das 39 semanas, o feto pode desenvolver síndroma de dificuldade respiratória neonatal, resultando num parto pré-termo de origem médica. A interrupção da gravidez após as 39 semanas também não é recomendada devido ao risco de ruptura prematura das membranas e de prolapso do cordão umbilical devido ao aumento das contracções fisiológicas após as 39 semanas de gestação. Em caso de prolapso do cordão umbilical, é necessário proceder à expulsão do feto no prazo de 7 a 8 minutos, caso contrário o feto pode sofrer de hipoxia aguda ou mesmo de morte intra-uterina. Isto é quase impossível de fazer se o parto for efectuado fora do hospital.