O papel e a eficácia da eletroterapia para a depressão

A eletroterapia, conhecida como terapia electroconvulsiva sem convulsões, é utilizada em doentes com depressão acompanhada de auto-agressão suicida grave. A electroconvulsoterapia sem convulsões proporciona um alívio rápido dos sintomas da depressão e é mais eficaz em doentes com elevado risco de suicídio, podendo ser eficaz em doentes para os quais outros tratamentos não funcionaram. A terapia electroconvulsiva também pode ser utilizada para tratar doentes cujo estado somático é mau e que correm um risco elevado de serem medicados. Para a maioria dos doentes, os efeitos adversos são relativamente poucos e ligeiros. Os efeitos adversos mais comuns são principalmente dores de cabeça, dores musculares, confusão e dificuldades de memória. Destes, a cefaleia e as dores musculares, que são relativamente ligeiras e ocorrem normalmente apenas após o primeiro tratamento, podem ser aliviadas com analgésicos, e a confusão e as dificuldades de memória regressam normalmente alguns dias a algumas semanas após o fim do tratamento. A terapia electroconvulsiva sem convulsões, como método de fisioterapia, deve ser utilizada sob a orientação de um profissional médico.