Será útil mergulhar uma fístula anal simples superficial em água salgada todos os dias sem cirurgia?

As fístulas anais são difíceis de curar sozinhas, as imersões em soro fisiológico são ineficazes e a grande maioria das fístulas requer tratamento cirúrgico. Se não forem tratadas, as fístulas anais podem recidivar e eventualmente evoluir para abcessos periféricos do reto e do canal anal. A grande maioria das fístulas anais requer tratamento cirúrgico, que se baseia no princípio da incisão ou remoção da fístula na sua totalidade, criando assim uma ferida aberta e promovendo a cicatrização. As opções cirúrgicas incluem a fistulotomia, a terapia com fios suspensos e a fistulotomia anal. Para fístulas anais baixas, pode recorrer-se à fistulotomia; a terapia do fio de suspensão tem indicações mais amplas, aplicando-se a fístulas anais simples baixas e altas com aberturas internas e externas a 3-5 cm da borda anal, podendo também ser utilizada como tratamento adjuvante da fistulotomia anal complexa; para fístulas anais simples baixas, pode recorrer-se à fistulotomia anal. Uma vez diagnosticada a fístula anal, recomenda-se o tratamento cirúrgico o mais cedo possível, quanto mais precoce for o tratamento, mais benéfico para o organismo, para evitar que infecções repetidas agravem a condição.