A electromiografia é normalmente necessária nas seguintes situações: em primeiro lugar, em situações em que possa haver lesões nervosas. Por exemplo, se o doente tiver uma fractura ou deslocação de um membro, ou se houver uma lesão local grave dos tecidos moles. Neste caso, a via nervosa pode estar danificada, pelo que, durante o exame do doente, é necessário efectuar uma EMG para esclarecer se existe algum dano na via de condução nervosa. Em segundo lugar, em alguns casos de fraqueza muscular, alguns doentes podem apresentar uma fraqueza muscular inexplicável, pelo que é necessária uma electromiografia para verificar se existem patologias relacionadas com os nervos que possam causar fraqueza muscular. Em terceiro lugar, no caso de uma possível compressão de nervos periféricos, alguns doentes podem apresentar fraqueza muscular localizada e uma função sensorial anormal, pelo que a electromiografia pode ser pedida se o médico suspeitar de compressão de nervos periféricos. Em quarto lugar, no caso de algumas disfunções sensoriais, por exemplo, alguns doentes podem ter dores localizadas e dormência numa determinada zona; para esta série de anomalias sensoriais, será também pedida uma electromiografia. Em quinto lugar, no caso de certas lesões ou ferimentos dos nervos periféricos, a EMG será igualmente repetida após um período de tratamento para clarificar a recuperação do nervo.