O que há de errado em suspeitar constantemente que tem cancro?

Este desenvolvimento psicológico está muitas vezes relacionado com acontecimentos da vida do doente, como a morte de uma pessoa importante que sofria de cancro. O doente fica com uma impressão mais profunda e, quando o seu corpo apresenta os mesmos sintomas que o do seu ente querido morto, começa a ficar sensível e desconfiado ou mesmo a suspeitar que tem essa doença, verificando repetidamente Repetidas amplificações, várias explicações, mas o doente não consegue acreditar. Na prática clínica, uma vez que o medo do cancro tenha surgido, é necessário encontrar um médico em quem o doente confie em particular para um interrogatório cuidadoso, para fazer uma psicoterapia de apoio e para ajudar o doente a perceber a diferença entre o cancro e a sua condição física actual, numa perspectiva cognitiva, sob a orientação do médico, de modo a ajudar o doente a sair do medo do cancro. Nos doentes que desenvolvem uma disfunção vegetativa grave, que afecta o trabalho, os estudos, a vida, a família e a vida social, os medicamentos podem também desempenhar um papel muito importante, como os ansiolíticos e os antidepressivos. Os ansiolíticos, como as benzodiazepinas, e os antidepressivos, como os inibidores da recaptação da 5-hidroxitriptamina, podem ter bons efeitos terapêuticos com um tratamento sistémico normalizado.