Os resultados das análises sanguíneas de rotina não são o único critério para determinar se os antibióticos devem ser aplicados e, em alguns casos, mesmo que as análises sanguíneas de rotina sejam normais, é necessário aplicar antibióticos. A aplicação de antibióticos tem de ser analisada em conjunto com os sintomas clínicos do doente, os sinais, as análises laboratoriais (incluindo sangue de rotina, PCR, sedimentação sanguínea, calcitoninogénio, cultura de expetoração, hemocultura, cultura de urina, cultura de fezes, etc.), imagiologia e outros factores abrangentes. Por exemplo, em doentes com pneumonia por Mycoplasma, as manifestações clínicas são febre, tosse, expetoração, os exames imagiológicos podem sugerir pneumonia e os exames laboratoriais sugerem principalmente que o título de Mycoplasma pneumoniae IgM é de 1:320. Como o Mycoplasma pneumoniae é um agente patogénico atípico, não causa elevação dos leucócitos e neutrófilos na análise sanguínea de rotina (não há manifestação de infeção bacteriana). No entanto, combinando os sintomas do doente, a imagiologia e outros testes laboratoriais, foi estabelecido o diagnóstico clínico de pneumonia e foi necessário tratamento anti-infecioso com antibióticos quinolonas ou macrólidos. Em suma, não podemos concluir se devemos ou não aplicar antibióticos apenas com base nos resultados sanguíneos de rotina, mas temos de seguir a análise exaustiva do médico e seguir as instruções deste para regular o tratamento.