Há muitas causas para as dores no pescoço, ombros, costas, pernas e articulações, e a maioria delas tem um curso longo, sintomas variáveis, fáceis de repetir e uma variedade de métodos de tratamento, se não houver uma compreensão correcta, é fácil entrar no mal-entendido, não é fácil melhorar, o que faz com que muitos doentes se apressem a procurar ajuda médica, não só desperdiçando dinheiro e atrasando o tratamento, como também provocando uma depressão mental. Mito 1: As dores no pescoço, nos ombros, nas costas e nas pernas e nas articulações não são uma doença. Alguns doentes pensam que as dores no pescoço, nos ombros, na cintura, nas pernas e nas articulações são muito comuns e não os matam, pelo que não estão dispostos a submeter-se a um exame pormenorizado e a um tratamento sistemático, limitando-se a colocar alguns pensos em si próprios, a fazer massagens e a tomar alguns medicamentos. Equívoco 2: O meio de exame é a medida de tratamento. Por exemplo, a hérnia discal lombar, que se manifesta principalmente como ciática, tem de ser submetida a radiografia lombar, TAC, ressonância magnética, imagiologia da coluna lombar, etc., antes de se obter um diagnóstico claro. Alguns destes exames são dispendiosos, mas, na melhor das hipóteses, são apenas de diagnóstico e não terapêuticos. Alguns doentes ou familiares pensam que gastaram muito dinheiro em exames e, quando não aceitam as recomendações do médico para cirurgia, terminam o tratamento. A doença ainda não tem uma boa opinião do hospital ou do médico. Ideia errada 3: Quando o tratamento não funciona durante um certo período de tempo, é melhor desistir do tratamento. Por exemplo, as hérnias discais geralmente requerem mais de 2 semanas de tratamento regular para serem eficazes, e alguns doentes perdem a confiança e até desistem do tratamento depois de receberem dois ou três tratamentos que não são eficazes. Mito 4: Desde que não trabalhe ou faça exercício, está a descansar. As dores no pescoço, nos ombros, nas costas e nas pernas são, na sua maioria, doenças do aparelho locomotor e o princípio do tratamento exige menos exercício e mais repouso. No entanto, algumas pessoas pensam que não trabalhar é descansar. Por isso, passam o dia sentado a ver televisão, a jogar mahjong, a jogar às cartas e a jogar computador, o que provoca mais cansaço do que ir trabalhar e aumenta a carga sobre a coluna vertebral. Mito 5: O que é anunciado como eficaz é uma cura. Alguns dispositivos terapêuticos, por exemplo, podem reduzir temporariamente as dores no pescoço e nas costas através de efeitos electromagnéticos ou térmicos, o que é de facto eficaz, mas está longe de ser uma cura. Não é mau como tratamento auxiliar, mas quando se deixa de o utilizar, tem-se uma “recaída”. Mito 6: As receitas e os receituários fazem maravilhas. Muitas das chamadas receitas parciais e secretas, sobretudo as que dizem ter sido transmitidas de geração em geração, ou de prisioneiros que pedem perdão e oferecem as suas receitas antes da execução, são fabricadas e não devem ser tomadas de ânimo leve. Mito 7: Não há mais protecção depois da cura. Para além dos tumores, da tuberculose, das deformações e de outras causas, as dores no pescoço, nos ombros e na região lombar são uma perturbação estrutural interna devida a um esforço, que continua a necessitar de atenção após a cura para evitar uma nova lesão. Se tal não for feito, os sintomas podem reaparecer ou mesmo agravar-se. Mito 8: Pensar que se pode voltar ao normal após a cirurgia. A cirurgia, uma das formas de tratar alguns dos sintomas dolorosos do doente, como é o caso da hérnia discal cervical e lombar, é pensada como uma cura completa após a cirurgia. A cirurgia apenas trata parte da dor e do entorpecimento das mãos e dos pés causados pela compressão. A estrutura normal da coluna vertebral fica muito danificada após a cirurgia, tornando-a incapaz de realizar actividades físicas moderadas ou pesadas e propensa a reincidir.