O que são as microangiopatias diabéticas

Os doentes diabéticos com controlo prolongado da glicose sanguínea abaixo do padrão podem sofrer de complicações microvasculares diabéticas, principalmente retinopatia diabética, nefropatia diabética e neuropatia diabética. A retinopatia diabética manifesta-se como formação de angioma fundus, exsudado duro branco-amarelado, e exsudado mole com neovascularização gradual com hemorragia, que em casos graves pode levar ao descolamento da retina, afectando a visão do paciente e, portanto, a qualidade de vida. A nefropatia diabética caracteriza-se por microproteinúria nas fases iniciais da doença, que gradualmente se transforma em proteinúria persistente. Se não for tratada precocemente, pode levar a proteinúria maciça e a um declínio da função renal, acabando por progredir para a uremia, com um declínio significativo da qualidade de vida e um mau prognóstico para o doente. A neuropatia diabética manifesta-se como neuropatia periférica diabética, que se caracteriza por dormência, dores de pinos e agulhas, sensação de ardor, sensação de tornozelo e outras anomalias sensoriais tanto nos membros inferiores, como neuropatia autonómica, que se caracteriza por ritmo cardíaco rápido em repouso, hipotensão postural, gastroparese, sudação anormal e obstipação alternada e diarreia. Por conseguinte, é importante para os pacientes diabéticos ter uma terapia precoce e normalizada de redução do glucose-lowering, para trazer o controlo da glicemia ao nível do padrão, a fim de atrasar o início das complicações microvasculares diabéticas associadas.