As metástases cerebrais do cancro do pulmão devem-se principalmente à compressão do centro da fala pelo tumor, o que exige radioterapia e quimioterapia sistémica e local. Após a metástase cerebral do cancro do pulmão, à medida que o tumor continua a crescer, provoca a extrusão e a invasão dos tecidos circundantes e do sistema nervoso e, quando exerce pressão sobre o centro da fala, o doente fica lúcido mas incapaz de falar, pelo que tem de ser submetido a um tratamento específico para reduzir o tamanho do tumor e a capacidade de falar só pode ser restabelecida depois de a pressão ser levantada. Os doentes com metástases cerebrais de cancro do pulmão, conscientes mas incapazes de falar, devem primeiro submeter-se a radioterapia estereotáxica local para reduzir o tamanho do tumor e, ao mesmo tempo, cooperar com a quimioterapia sistémica e a terapia dirigida.