Opções cirúrgicas e resultados na luxação congénita da anca pediátrica.

De um modo geral, de acordo com a opinião unânime dos peritos da Sociedade Internacional da Anca e do grupo nacional de ortopedia pediátrica, nas crianças com menos de 15 meses de idade, pode recorrer-se à reabsorção interna, à manipulação e à fixação com gesso. Para crianças com mais de 15 meses de idade que já andam, utiliza-se principalmente o reposicionamento incisional e a osteotomia pélvica de Salter e, quanto mais jovem for a criança, melhores são os resultados a longo prazo. Para crianças com mais de 6 anos de idade, utilizam-se vários tratamentos, especialmente a osteotomia tripla pélvica Le Core, que pode melhorar a cicatrização da articulação da anca e reduzir a ocorrência de osteoartrite tardia. Existem opiniões diferentes sobre o tratamento de crianças com 10 anos ou mais com luxação bilateral da anca, mas para as crianças unilaterais, o reposicionamento cirúrgico continua a ser recomendado entre os 10 e os 13 anos de idade. Desde que iniciámos o tratamento da anca na década de 1990, os resultados têm continuado a melhorar e situam-se agora no percentil 90 para ancas até aos 6 anos de idade, com uma boa recuperação a longo prazo.