A esquizofrenia refere-se à esquizofrenia, enquanto a dupla personalidade se refere à perturbação esquizotípica da personalidade, e são duas doenças mentais diferentes.
1) Esquizofrenia: caracteriza-se principalmente por uma incoordenação das actividades mentais. As manifestações típicas incluem sintomas positivos, como alucinações e delírios, e sintomas negativos, como diminuição da vontade e atraso emocional. Os doentes diagnosticados devem ser submetidos a uma intervenção abrangente com medicação antipsicótica (por exemplo, clorpromazina, risperidona) como tratamento principal, complementada por psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, e fisioterapia, como a terapia electroconvulsiva.
2) Perturbação esquizotípica da personalidade: A principal caraterística desta perturbação é a presença de traços de personalidade anormais durante um longo período de tempo. As manifestações típicas da perturbação incluem distorções cognitivas, experiências emocionais inadequadas e disfunções sociais. As pessoas diagnosticadas com esquizofrenia necessitam de psicoterapia (terapia psicanalítica e treino de competências sociais, habitualmente utilizados) e de medicação (estabilizadores do humor, como o carbonato de lítio, e antipsicóticos, como a olanzapina, habitualmente utilizados).
Em conclusão, embora a esquizofrenia e a perturbação esquizotípica da personalidade tenham manifestações clínicas semelhantes e sejam facilmente confundidas, são duas doenças fundamentalmente diferentes. Por conseguinte, as pessoas que apresentam manifestações relevantes devem procurar um diagnóstico e tratamento médicos atempados e não devem fazer juízos cegos e descartá-las por si próprias, de modo a evitar consequências adversas.