As pessoas que desenvolvem hipertrofia cardíaca aos 45 anos de idade conseguem obter um resultado neutro em termos de tempo de vida se for possível uma intervenção precoce, mas a sobrevivência é mais curta se se desenvolver uma insuficiência cardíaca grave. A hipertrofia do miocárdio refere-se ao espessamento da parede ventricular e insere-se na categoria de remodelação ventricular, que é um processo inevitável no desenvolvimento e progressão da insuficiência cardíaca. A hipertrofia do miocárdio é classificada patologicamente como hipertrofia centrípeta do miocárdio, que pertence à fase compensatória da insuficiência cardíaca. A aplicação de terapêutica medicamentosa na hipertrofia do miocárdio pode atrasar o desenvolvimento da insuficiência cardíaca até um certo ponto e, geralmente, não afecta a esperança de vida. Os fármacos habitualmente utilizados são os bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo, nitrendipina, nifedipina, etc.) e os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (por exemplo, captopril). Se não se intervier na hipertrofia do miocárdio, esta pode progredir rapidamente para a fase final da insuficiência cardíaca, quando o declínio da função cardíaca é óbvio, e podem ocorrer episódios de insuficiência cardíaca aguda sob o efeito de determinados factores desencadeantes, pelo que a taxa de sobrevivência é significativamente reduzida e o período de sobrevivência é muito curto. Por conseguinte, as pessoas com hipertrofia do miocárdio aos 45 anos de idade têm de ser ativamente tratadas para evitar o desenvolvimento de insuficiência cardíaca grave e para prolongar a sobrevivência.