Atualmente, não existe um estudo definitivo sobre a influência da herança genética do cancro, mas os doentes com antecedentes familiares de tumores malignos têm uma taxa de incidência mais elevada do que a população em geral e necessitam de exames médicos regulares.
O cancro é um tumor maligno. A investigação científica atual indica que existe uma tendência para a agregação familiar no desenvolvimento de tumores malignos, ou seja, após o desenvolvimento de um determinado tumor maligno numa família, o risco de os outros membros desenvolverem esse tumor maligno aumenta, o que prova que a hereditariedade genética tem impacto no desenvolvimento do cancro.
Devido às diferenças individuais nas condições dos pacientes, a extensão exacta da influência genética entre os diferentes pacientes ainda não é clara.
Com o desenvolvimento contínuo da medicina, os genes de suscetibilidade genética de alguns tumores malignos têm sido descobertos um após o outro.
Por exemplo, o desenvolvimento de doentes com cancro do endométrio está muitas vezes intimamente relacionado com a sobreexpressão do gene HER2, a mutação do gene PTEN, a mutação do gene p53, etc.
A patogénese dos doentes com síndrome do cancro colorrectal hereditário sem polipose está sobretudo associada a mutações do gene de reparação de incompatibilidades.
O desenvolvimento de doentes com cancro do ovário está associado a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.
Os doentes com genes de cancro hereditários devem ser submetidos a exames médicos regulares para que as anomalias possam ser detectadas o mais cedo possível, para um tratamento atempado e um melhor prognóstico.