É errado dizer que não se deve fazer o rastreio do cancro do colo do útero de ânimo leve. As mulheres casadas com mais de 30 anos devem fazer por rotina o rastreio do cancro do colo do útero, ou seja, o teste HPV e o tct, na sua primeira consulta. O rastreio do cancro do colo do útero permite detetar precocemente as lesões epiteliais do colo do útero e interromper o desenvolvimento do cancro invasivo do colo do útero. As mulheres casadas com mais de 30 anos de idade devem submeter-se ao rastreio do cancro do colo do útero por rotina, a fim de detetar e tratar as doentes com neoplasia intra-epitelial cervical numa fase precoce. O rastreio revela se uma pessoa está infetada com o papilomavírus humano e, se o teste for positivo, as mulheres com menos de 45 anos podem ser vacinadas contra o cancro do colo do útero com a vacina contra o HPV, que é atualmente a primeira vacina do mundo utilizada para a prevenção de tumores. Entre o aparecimento de lesões no epitélio cervical e o desenvolvimento do cancro do colo do útero decorrem cerca de 5 a 10 anos, pelo que a deteção e o tratamento precoces são muito importantes.